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Oi, sou a Annia e estou animada para compartilhar minha experiência na excursão Minitrekking no Perito Moreno! Foi, sem dúvida, o ponto alto da minha viagem à Patagônia.
No dia anterior ao passeio, recebi uma mensagem pelo WhatsApp confirmando o horário de pick-up no meu alojamento. A mensagem também incluía um lembrete útil sobre o que levar: uma garrafa de água, lanches, luvas, um gorro e calçados adequados (botas de trekking). Não se esqueça da taxa de entrada para o Parque Nacional Los Glaciares, que pode ser comprada online ou diretamente no parque.
Naquela tarde, fui ao supermercado em El Calafate (La Anónima) para comprar alguns suprimentos, bebidas e lanches. Como estávamos na Argentina, pegar um alfajor era obrigatório! Também passamos por um quiosque chamado “El Panda” para comprar empanadas e um sanduíche para o dia seguinte.
Minibus para o Parque Nacional Perito Moreno
Estávamos prontos e animados para começar a aventura! No dia seguinte, uma van nos buscou no hostel por volta das 10h30 (ela comporta cerca de 10 pessoas). Depois de algumas paradas para reunir o restante do grupo, iniciamos nossa jornada rumo ao Parque Nacional Los Glaciares. Nossos dois guias, Tobias e Nicolas, se juntaram a nós e compartilharam detalhes fascinantes sobre a paisagem, a flora e a fauna ao longo do caminho. A viagem foi curta, mas cênica, enquanto aproveitávamos as vistas deslumbrantes e aprendíamos sobre o ambiente único.

Por exemplo, você sabia que o cauquén é um tipo de ganso nativo da Patagônia que sempre anda em pares? O macho é branco, e a fêmea tem uma coloração marrom-avermelhada. Essa espécie monogâmica permanece com o mesmo parceiro por toda a vida e é conhecida por se mover e permanecer sempre junta. Se a fêmea morre, o macho geralmente sobrevive apenas mais alguns dias antes de falecer também. Esses gansos são comumente vistos nas paisagens ao redor de El Calafate e do parque.

Assim que chegamos ao parque, paramos para comprar ou apresentar nossos ingressos. Um funcionário do parque entrou na van para recolher o dinheiro em espécie e distribuir os bilhetes, enquanto alguns passageiros optaram por pagar com cartão no escritório. No entanto, pagar com cartão não é o ideal devido à conexão limitada na área, o que pode causar problemas na transação. Eu recomendo levar os 30.000 ARS da entrada em dinheiro.
DICA: Se você visitar o parque em mais de um dia, guarde o seu ingresso. Apresentá-lo na segunda visita garante um desconto de 50%, reduzindo o valor da entrada para 15.000 ARS.
Dentro do parque, dirigimos por mais 10 minutos até as passarelas do Perito Moreno. O guia havia nos mostrado um mapa com as diversas rotas e nos orientado sobre quais trilhas seguir. As trilhas são identificadas por cores e permitem ver o glaciar de diferentes ângulos.
Primeira parada: as passarelas do Glaciar Perito Moreno
Lá tivemos duas horas livres para visitar as passarelas e ver o glaciar de perto. Fiquei maravilhada com a vista! Sem dúvida impressionada com o tamanho do glaciar e o tom azul radiante. Imortalizamos o momento com muitas fotos e aproveitamos a caminhada.



Depois de explorar as passarelas, seguimos para a Refugio Cafeteria, que fica ali perto, onde pudemos tomar alguma bebida. Como não é permitido consumir alimentos de fora no local, decidimos relaxar nos bancos ao redor da área e recarregar as energias antes da atividade principal. Nossos guias haviam nos orientado a comer naquele momento, já que não haveria mais pausas adiante. Depois de aproveitar um café quente, seguimos até o ponto de encontro, onde a van nos buscaria para nos levar até Punta Banderas.
Barco até o Glaciar Perito Moreno
Assim que chegamos a Punta Banderas, embarcamos em um catamarã que nos levou até o glaciar e ao ponto de início do tour em apenas 20 minutos. A partir dali, caminhamos ao lado do lago, ficando incrivelmente próximos do glaciar. Ao longo do trajeto, fizemos algumas pausas para tirar fotos, encantados por estar tão perto e animados com o que ainda estava por vir.


Início da Caminhada no Glaciar
Ao chegarmos, fomos divididos em grupos — um para falantes de espanhol e outro para falantes de inglês. Em seguida, cada grupo por idioma foi separado em subgrupos menores, com cerca de 15 a 20 pessoas. Cada grupo recebeu dois guias: um guia principal, responsável por liderar e dar explicações ao longo do trajeto, e um guia assistente, encarregado da segurança e de monitorar o caminho.
Depois, colocamos nossos capacetes e crampons, e estávamos prontos para pisar no glaciar! Para quase todos, era a primeira vez usando crampons, e nossas reações tentando andar foram bem engraçadas. O guia nos deu instruções claras sobre como caminhar com segurança: manter os pés afastados, pisar com firmeza e prestar atenção em cada passo. Ele também nos lembrou de evitar distrações, como usar o celular, durante a caminhada.



Caminhamos por quase 2 horas, percorrendo cerca de 3 km. Foi uma experiência realmente única estar dentro do glaciar, observando suas diversas formações, como cavernas, túneis e fendas. Como o glaciar está em constante movimento, o trajeto muda diariamente, adaptando-se às novas formações que surgem. A sensação de grandiosidade e liberdade foi simplesmente inesquecível!
Aprendendo sobre Glaciares
O guia compartilhou curiosidades fascinantes sobre o glaciar, como o fato de que ele está atualmente em processo de retração — perdendo massa nos últimos anos. No entanto, é importante lembrar que esses são processos cíclicos e, com sorte, poderemos continuar a apreciar essa maravilha natural por muitos anos ainda.
Além disso, fizemos paradas nos pontos mais interessantes para tirar fotos e contemplar a paisagem. O guia assistente permanecia na retaguarda do grupo, garantindo nossa segurança. Sempre que enfrentávamos trechos mais difíceis ou desafiadores, ele estava lá para nos ajudar a atravessar o terreno e oferecer apoio.



Um final surpreendente
Por fim, uma grande surpresa nos aguardava…: um copo de uísque com gelo do próprio glaciar! Os guias haviam preparado essa despedida para nós e, acompanhados de um bombom de chocolate, todos fizemos um brinde e continuamos aproveitando o momento.

Por fim, deixamos o gelo para trás e tiramos os crampons. Fizemos uma curta caminhada pela floresta, seguindo algumas passarelas que nos levaram de volta ao porto, onde o catamarã nos esperava às 18h30 para nos levar de volta a Punta Banderas. Lá, a van já nos aguardava para retornar a El Calafate.
Retorno a El Calafate
A viagem de volta durou cerca de uma hora e meia, e foi bem mais tranquila, já que todos estavam cansados. Aproveitamos o tempo admirando a paisagem e refletindo sobre tudo o que havíamos vivido. Ao chegarmos de volta a El Calafate, os guias perguntaram se preferíamos ir direto para o nosso alojamento ou parar no centro da cidade. Optamos por descer no centro, pois estávamos com fome e prontos para jantar.
Nos haviam recomendado o Buenos Cruces Pasta Bar, e ele realmente superou nossas expectativas. O lugar era acolhedor, com um layout diferente — com um terraço e duas casinhas pequenas que funcionam como salas de jantar. Comi a melhor massa que provei em muito tempo! Foi a refeição perfeita, acompanhada de uma taça de vinho, boa companhia e até música ao vivo. Um músico local apareceu com seu ukulele e tocou algumas de suas composições.
Espero que você tenha gostado de conhecer minha experiência. E agora, que tal embarcar você também nessa aventura?
