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Depois de viajar ao Peru e fazer o tour a Machu Picchu e o Vale Sagrado dos Incas junto com meus amigos Daniel e Paco, decidi escrever sobre a experiência como uma lembrança, em forma de guia para o futuro (que com certeza não está muito longe). Hoje venho compartilhá-la porque tudo fica melhor quando é compartilhado – e se ainda por cima puder ser útil, melhor ainda! Vamos começar?

Passeios a Machu Picchu saindo de Cusco

Na nossa primeira tarde na cidade de Cusco, antes de começar nosso tour a Machu Picchu e ao Vale Sagrado, tanto o Daniel quanto o Paco começaram a sentir os primeiros sintomas do mal de altitude (também conhecido como soroche no Peru). Felizmente, não passou disso! Mas serviu para nos convencer da importância de chegar à cidade e se aclimatar por um ou dois dias antes de iniciar alguma das trilhas para Machu Picchu ou fazer esforços físicos. Alguns viajantes vão direto para Ollantaytambo ao chegar a Cusco, já que está em uma altitude mais baixa – quase 1.000 metros a menos do que Cusco, que está situada a 3.400 metros acima do nível do mar. Existem muitos passeios para conhecer Machu Picchu; você só precisa encontrar aquele que melhor se adapta aos seus gostos e levar em conta a altitude.

cidade Cusco, Peru

Antes de embarcarmos na viagem para Machu Picchu, já havíamos estudado a região. Na verdade, devo confessar que eu morei em Cusco, então tinha tudo bem planejado e sabia que era uma boa ideia aproveitar a distância entre Cusco e Machu Picchu para explorar o Vale Sagrado dos Incas. Tudo correu como previsto: conforme indicado na reserva, enviamos uma mensagem por WhatsApp para o nosso operador e, em meia hora, um rapaz muito atencioso veio até onde estávamos. Ele nos entregou um envelope com a entrada para Machu Picchu e os bilhetes de trem de Ollantaytambo – uma das últimas vilas do Vale Sagrado – até Machu Picchu, além de nos dar todas as instruções necessárias.

No dia seguinte, ele veio nos buscar às 07:30 da manhã, exatamente como havíamos combinado na tarde anterior. Deixamos a mala grande no hotel e colocamos o essencial em uma mochila: muita empolgação, protetor solar, roupas de frio – que já haviam nos recomendado várias vezes – e até uma capa de chuva. Já sabíamos que o clima era instável, mas não demoramos a comprovar isso. Sempre vamos agradecer por esse conselho!

Vale Sagrado dos Incas

Chegamos à van, que por sinal era bem nova e confortável. O guia nos recebeu com alegria e, nos 10 minutos seguintes, fizemos algumas paradas até que o veículo estivesse completo. Não éramos muitos, 16 pessoas no total, e quase o mesmo número de nacionalidades: colombianos, australianos, espanhóis, brasileiros… Uma verdadeira mistura! O mais jovem devia ter uns 23 anos e o mais velho por volta dos 55, mas independentemente da idade, todos tinham um brilho vivo e juvenil no olhar – devia ser a empolgação de começar!

vale sagrado do Peru

Durante o trajeto, o guia começou explicando o que é o Vale Sagrado dos Incas e que ele é composto por vários povoados, dos quais visitaríamos Pisac, Urubamba e Ollantaytambo. Ele falava sobre a vida em Cusco e contava todo tipo de histórias que deixavam a gente querendo ouvir mais. Quando falava em espanhol, fazia isso bem devagar — acho que era para que os brasileiros também pudessem entendê-lo. Quando mudava para o inglês, acelerava o ritmo — era curioso!

Mercado tradicional e zona arqueológica de Pisac

Depois de quase uma hora de viagem, chegamos à primeira parada: a zona arqueológica de Pisac. Antes de entrar, o guia comprou para nós o bilhete turístico de Cusco; no nosso caso, optamos pelo bilhete parcial, que nos deu acesso às zonas arqueológicas do Vale Sagrado. Outros viajantes compraram o bilhete integral para visitar a maioria das atrações turísticas de Cusco e arredores. Voltando a Pisac, recebemos uma verdadeira aula sobre suas cavernas escavadas na montanha, os motivos da sua construção, seu uso… mas não serei eu quem vai dar spoiler — vocês terão que fazer a viagem a Machu Picchu para descobrir os encantos da cultura inca.

vistas da vila de Pisac, Peru

Depois de um tempo livre, nos reunimos novamente para seguir até a vila de Pisac. Ao chegar, paramos em uma rua cheia de lojas de artesanato. Perguntamos ao guia, que nos indicou que a apenas 100 metros estava a praça central da vila, onde podíamos encontrar um mercado. Após alguns minutos visitando as lojas, nos dirigimos à praça e descobrimos seu mercado colorido. Compramos algumas maracujás (granadillas), uma das minhas frutas favoritas, passeamos, vimos várias lojas, compramos algumas coisinhas e voltamos para a van.

Urubamba e Ollantaytambo

A próxima parada foi um restaurante em Urubamba. Na verdade, eu estava com fome e posso dizer que essa foi uma das melhores refeições que tivemos nesta viagem ao Peru, e isso que a gastronomia do Peru pode ser apreciada em quase todos os cantos. Com as forças recuperadas, seguimos rumo a Ollantaytambo e sua impressionante fortaleza. O guia, assim como em Pisac, nos fez um tour guiado e depois nos deixou tempo livre para explorar o local e tirar fotos, claro.

vila de Ollantaytambo, Peru

Trem para Machu Picchu

Chegado o momento, nos reunimos todo o grupo para nos despedir. Uma parte do grupo continuava a rota até Chinchero e depois voltava para Cusco; a outra, na qual estávamos, continuaria o tour pegando o trem panorâmico de Ollantaytambo até Aguas Calientes. Tivemos que caminhar 5 minutos sem guia até a estação de trem, mas não houve complicações; na verdade, foi muito fácil: bastou andar duas ruas. O trem era o icônico trem que tínhamos visto tantas vezes! Muito elegante, com janelas grandes, assentos confortáveis, ar-condicionado… um verdadeiro luxo!

Aproveitamos uma bebida e um lanche, mas, sem dúvida, o melhor de tudo foram as vistas. Ver os trilhos atravessando um pequeno vale, sem pressa, com a calma que inspira uma viagem num trem tão emblemático — isso não é superado nem pelo ar-condicionado nem por um refrigerante gelado. A distância entre Ollantaytambo e Machu Picchu é de 34 quilômetros, mas, por ser um trem turístico, o trajeto dura uma hora e meia.

Trem

Tour em Machu Picchu

Chegamos à vila de Machu Picchu, também conhecida como Aguas Calientes, e a senhora Rosa já nos esperava com uma placa com o nosso nome. Ela nos acompanhou até o alojamento, o Hotel Rio Dorado, e explicou que Jaqueline nos buscaria no dia seguinte para ser nossa guia em Machu Picchu. Como nosso horário de entrada em Machu Picchu era às 06:30 da manhã, ela nos buscou exatamente às 06:00. Após pegar o ônibus e fazer um trajeto de 20 minutos, chegamos a Machu Picchu. Havia bastante gente na entrada, mas em apenas 15 minutos já estávamos dentro. Bem na hora!

As nuvens estavam se dissipando e o céu mudava de cinza para azul em poucos minutos. A guia nos recomendou aproveitar os primeiros mirantes para tirar fotos, porque depois não teríamos chance de voltar. Dito e feito, os 7 viajantes que fizemos a visita guiada tiramos nossas câmeras e fizemos muitas fotos de uma paisagem incrível que desejávamos ver há muito tempo.

Relato de Viagem: Vale Sagrado e Machu Picchu

Continuamos a visita a Machu Picchu e descobrimos que Jaqueline era uma excelente guia. Técnicas de construção, transporte, estilo de vida, seu redescobrimento… ela nos informou sobre tudo! E, depois de um tempo, chegou a grande pergunta: O que significa Machu Picchu? Jaqueline respondeu, com uma segurança e profissionalismo incríveis, que simplesmente significa “montanha velha” em quíchua. Também nos explicou que Machu Picchu não é o nome original, pois este se perdeu quando os incas abandonaram a cidadela.

Fiquei surpreso que, diferente de outras vezes que visitei Machu Picchu, desta vez certas áreas eram apenas de passagem, como o “relógio de sol”. Não pudemos parar, tivemos apenas alguns segundos para apreciá-lo. Não há dúvida de que a visita a Machu Picchu está cada vez mais regulamentada para protegê-lo e garantir sua preservação por muitos anos.

Terminamos a visita na parte baixa de Machu Picchu e ficamos explorando por conta própria durante meia hora, até que começou a chover e decidimos voltar para Aguas Calientes. Muitos viajantes fizeram o mesmo, então tivemos que esperar meia hora para pegar o ônibus de volta a Aguas Calientes, onde comemos algo antes de pegar o trem para Ollantaytambo.

Retorno de Aguas Calientes a Cusco

Ao chegar em Ollantaytambo, saímos da estação e encontramos o David. Eu tinha o número dele caso não o encontrássemos, já que às vezes há muita gente, mas não foi necessário. O motorista nos levou ao nosso alojamento em Cusco com sua van de 9 lugares, perfeita para que ficássemos confortáveis.

Demoramos pouco mais de uma hora para chegar a Cusco. Nos despedimos do motorista, David, e foi então que percebemos que havia chegado ao fim da nossa viagem a Machu Picchu e ao Vale Sagrado, mas nos consolamos pensando que ainda tínhamos dias para descobrir as tradições peruanas. Vocês não imaginam a quantidade de coisas que se pode fazer no Peru!

Vista da cidade de Cusco

Machu Picchu se sente, é um lugar mágico que te transporta para a época inca e que te faz vivê-la e aproveitá-la. As palavras são insuficientes para descrever a majestade do lugar, então, o único que posso acrescentar é que você se lance nessa aventura. Para quando você está planejando sua viagem a Machu Picchu?

By Javier

Javi, junto con Daniel, fue quien le dio vida a Howlanders y formaron este equipo. Cada uno de sus viajes y las experiencias que acumula en su mochila, le dieron la idea de ayudar a otros viajeros a poder vivirlas también. En Howlanders, es uno de los encargados de decidir qué tours ofrecemos. Mientras que en este blog nos regala sus diarios de viaje. Ha recorrido Torres del Paine por todos sus circuitos y se lo conoce a la perfección, por lo que nos da todas las recomendaciones y consejos que no se encuentran en otra parte.

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